Urbanismo / Urbanização Quinta de Marrocos
Info
Urbanização Quinta de Marrocos
Coimbra. 1996-2003

Zona de expansão e consolidação urbana da cidade de Coimbra,
o Vale das Flores representa uma nova centralidade que começou
a ser planeada na década de 90 pelos serviços técnicos do município,
com a localização nesta área de duas grandes superfícies comerciais,
uma via estruturante que surge no seguimento da mais recente ponte
sobre o Rio Mondego, um novo Quartel de Bombeiros, e ainda escolas
do ensino primário, secundário, politécnico e universitário.

Numa encosta de declive a norte sobranceira ao Vale das Flores,
o vasto plano de loteamento abrangeu diversas parcelas de terreno
de antigas quintas agrícolas, numa área total de intervenção
de 4.4 hectares, sendo a operação promovida em conjunto por várias
entidades privadas. Os 29427m2 de área bruta de construção acima
do solo autorizados foram repartidos por 30 lotes, na sua maioria
destinados a habitação colectiva - num total de 209 fogos –, sendo
os restantes afectos a equipamentos de apoio.

O plano proposto, faz a transição de tipologia e escala urbanística entre
uma cidade mais estruturada e de maior escala no vale a norte,
e uma mancha de cidade desordenada, casuística e de pequena escala,
que ocupa a parte nascente da encosta e o topo da colina a sul; a poente,
assume-se a ligação à estrutura urbana prevista no Plano de Pormenor
para os terrenos integrados no Polo II da Universidade de Coimbra.

Uma estrutura verde de carácter linear preenche o núcleo central
da urbanização. Fortemente inspirada na ocupação agrícola
que caracterizava o local, o novo espaço verde vai-se organizar
em socalcos. O sistema existente de utilização agrícola da água foi
reintroduzido no projecto, assumindo-se como elemento estrutural
e de valorização da qualidade ambiental. Para além da preservação
de alguns dos elementos construtivos do sistema (fontes, poços e minas),
uma nova estrutura foi redesenhada criando-se dois novos sistemas
de água - um espelho e um conjunto de tanques em cascata – que utilizam
esta água antes de a conduzir para a rede de drenagem. Ao longo
do seu desenvolvimento, o espaço verde vai estabelecendo também
as ligações em percursos pedonais entre as cotas mais baixas
e mais altas desta parte de cidade.

 

Cliente: Santos Marques & Mota Lda;
Socorém, Sociedade de Construções Oureense, Lda